quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Problemas na escola vêm de casa




Estudo revela que os tipos de problemas apresentados na escola pelas crianças estão diretamente ligados à dinâmica familiar
Ambientes familiares pouco equilibrados prejudicam o comportamento das crianças fora de casa. Mas um recente estudo da Universidade de Rochester, em Nova York, procurou explicar como são estes efeitos. Os pesquisadores dividiram as famílias infelizes em dois grupos: de um lado, ficam as famílias frias e controladoras e, de outro, aquelas conflituosas e intrometidas.
Nos três primeiros anos de escola, as crianças que convivem com o primeiro grupo – as famílias frias – têm cada vez mais problemas, que vão de comportamentos agressivos a depressão e alienação. Já o segundo grupo – famílias intrometidas – causa ansiedade e afastamento nos pequenos. “Famílias podem servir de apoio para crianças que entram na escola – ou podem ser fontes de estresse, distração e comportamentos inadequados,” declarou Melissa Sturge-Apple, coordenadora da pesquisa e professora-assistente de psicologia da Universidade de Rochester, ao site da instituição.Com duração de três anos, o estudo examinou padrões em 234 lares que tinham filhos de 6 anos de idade e identificou três perfis de famílias: uma feliz (chamada de coesa) e duas infelizes (classificadas em não-comprometidas ou entrosadas).
Dá para reconhecer as coesas por suas relações harmoniosas, calor emocional e papéis firmes, porém flexíveis, para pais e crianças. Um exemplo deste tipo de relação é a família de Lineu e Nenê no seriado “A Grande Família”. Apesar dos problemas, eles estão sempre prontos para ajudar os filhos e têm muito amor e respeito um pelo outro.
Famílias disfuncionais
Uma família entrosada pode estar envolvida emocionalmente e demonstrar carinho, mas também apresentar níveis altos de hostilidade, intromissão destrutiva e pouca percepção da família como um time. O filme “A Sogra”, com Jane Fonda e Jennifer Lopez, mostra uma mãe que ama o filho e se sente no direito de atrapalhar seu noivado para não perdê-lo – esta é uma família entrosada. Durante o estudo, os filhos vindos deste tipo de família entraram na escola com comportamentos parecidos aos de famílias coesas, mas com o tempo passaram a apresentar níveis altos de ansiedade e sensação de solidão e alienação. Já as famílias não-comprometidas são marcadas por relacionamentos frios, controladores e distantes.
Um caso que ilustra este tipo de família é o de Marta (Lília Cabral), a fria mãe de Nanda na novela “Páginas da Vida” (2006). Ela desaprovou a gravidez da filha e rejeitou a neta com síndrome de Down. Crianças vindas destes tipos de família começam a vida escolar com níveis altos de agressividade e maior dificuldade para aprender e cooperar com as regras da classe – e este comportamento destrutivo cresce à medida em que as crianças avançam na escola. “Frieza geralmente gera depressão, que pode ser externada com agressividade. É como se a criança estivesse se vingando dos pais através da escola”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf.
Trabalhar em equipe
Para chegar a estas conclusões, os psicólogos analisaram como os pais se relacionavam entre si, notando se havia agressividade e distanciamento, e observando suas habilidades de trabalhar como uma equipe na presença da criança. Os cientistas decodificaram a disponibilidade emocional dos pais em relação aos filhos, se ele ou ela elogiava e aprovava ou simplesmente ignorava os pequenos durante atividades compartilhadas. Os observadores também perceberam como a criança se dirigia ao pai e à mãe, notando se as tentativas de se aproximar deles eram breves e superficiais ou sustentadas e entusiasmadas.Os autores do estudo enfatizam que outros fatores, além de família desestruturada, podem levar a comportamentos problemáticos na escola. Vizinhanças violentas, escolas despreparadas e traços genéticos também determinam se as crianças terão ou não dificuldades no aprendizado.

Aprenda a pechinchar em 7 lições




Pechinchar é uma arte.
Muitos consumidores já nasceram com esse dom, e quem acha que não tem coragem (ou cara de pau) suficiente para barganhar os preços nas lojas precisa aprender, senão estará desperdiçando dinheiro a cada compra.
“Trata-se de um trabalho de superação pessoal”, brinca Gilberto Sarfati, professor especialista em negociação da FGV (Fundação Getulio Vargas). “Em alguns países, como a Alemanha, não se consegue descontos: o preço informado inicialmente é o definitivo. Na cultura brasileira, porém, os valores sempre embutem uma gordura que pode ser retirada.”
Basta seguir o roteiro:
1 – Pesquisar muito para saber qual é o menor preço do produto e de similares no mercado
Esse valor vai servir de referência na conversa com o vendedor. Para móveis e eletrodomésticos, buscar na internet é o mais recomendável, pois na rede –inclusive nos sites das lojas de rua– se encontra os menores montantes. Deve-se anotar todas as cifras –os pechinchadores mais escolados chegam a recolher cartões de visita ou panfletos de lojas e escrever neles valores fictícios para apresentar em outros estabelecimentos e pedir que tal oferta seja coberta
2 – Mostrar interesse em adquirir o bem
Adotar uma atitude “blasé”, dizendo que “só está olhando” o produto, deixa o vendedor desestimulado. Melhor é elogiar a mercadoria, assim deixa-se claro que existe interesse em fazer negócio –só depende das condições
3 – Colocar alguns defeitinhos para justificar o desconto
Falar que a cor do carro não era exatamente a que se desejava, dizer que o apartamento está em um andar muito baixo ou que a geladeira não combina com os móveis da cozinha prepara o terreno para a negociação
4 – Fazer uma contra-proposta a partir do preço dado pelo vendedor
Deve-se colocar um lance um pouco abaixo (10% ou 20%, dependendo da mercadoria) do preço mínimo encontrado no mercado. Essa é a hora de sacar os folhetos e cartões de outras lojas. Como argumento, pode-se ainda frisar que a compra será concretizada à vista, por exemplo
5 – Chamar o gerente para a conversa caso o vendedor não alcance um bom preço
O superior sempre tem mais poder para tratar de abatimentos
6 – Vencer o vendedor pelo cansaço“Como se sabe que o menor preço possível foi atingido?
Isso acontece no momento em que o vendedor já está transtornado, louco da vida, e ainda assim entrega o produto”, afirma o professor Sarfati. “O melhor método é ir forçando o valor para baixo; só se descobre o limite quando o vendedor fica exasperado.”
7 – Se não houver acordo, blefar
O golpe de misericórdia é lamentar, dizer que adoraria comprar o produto mas não tem dinheiro suficiente, e dirigir-se à saída. Mesmo que não possa diminuir o preço, a loja acaba oferecendo um brinde ou melhorando a forma de pagamento
Com a prática, desenvolve-se uma intuição sobre os lugares em que é mais fácil conseguir descontos. Outlets, saldões e lojas de fábrica são estabelecimentos nos quais os produtos já estão com preços reduzidos. Em lojas comuns, escolhendo mercadorias de coleções passadas ou de mostruário pode-se fazer ótimos negócios.

Gastar, poupar, doar





As discussões sobre finanças pessoais normalmente estabelecem que são dois os grandes princípios da prosperidade: gastar inteligentemente o dinheiro e poupar para a realização de sonhos e objetivos.
Mas existe um terceiro, na avaliação de muitos especialistas: doar.
A ideia é devolver à sociedade um pouco do que se conquistou, investindo em iniciativas que ajudam a mudar e até a salvar vidas.
O americano Bill Gates, criador da empresa de tecnologia Microsoft, é um dos que acreditam nesse preceito –junto com a mulher, Melinda, ele estabeleceu uma fundação que atua em projetos principalmente nas áreas de saúde e educação e destinou à entidade a sua fortuna.
Mas não é preciso ser multibilionário para ajudar. A quem quiser fazer a sua parte as recomendações são as seguintes:
1 – Olhar para dentro
É essencial examinar quais são os seus valores e os da família. “A contribuição social precisa estar ancorada em questões e convicções importantes para quem faz a doação. Não adianta ajudar uma causa com a qual não existe uma identificação”, diz Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), que auxilia doadores a selecionar e acompanhar entidades filantrópicas
2 – Olhar para os lados
Quando for procurar a entidade que vai ajudar, deve-se buscar saber quais são as que atuam no bairro. Conversando com amigos e conhecidos que participem de algum projeto, pode-se para conhecer melhor essa área. Organizações como o próprio Gifes também ajudam
3 – Pensar em como será o apoio
Se for possível destinar quantias financeiras, deve-se colocar o montante no orçamento e se organize para fazer as contribuições periodicamente, porque a instituição passará a contar com aqueles recursos para as suas atividades. “Mas, às vezes, dividir conhecimentos, como o de gestão de empresas, por exemplo, é mais valioso do que dar dinheiro”, frisa Rossetti
4 – Verificar a destinação que é dada aos recursos
Entidades maiores costumam publicar prestações de contas no seu site e enviar boletins periódicos a seus doadores. Mas não se pode exigir que as pequenas façam o mesmo, porque geralmente não há recursos para tanto. Então, nesse caso, fazer visitas à instituição e conversar periodicamente com os seus dirigentes resolve
5 – Envolver-se com o projeto
A colaboração financeira não deve ser encarada como um desencargo de consciência. Abraçar uma causa é mais do que lhe dar dinheiro –também é trabalhar, como puder, para que a entidade atinja seus objetivos ( Denyse Godoy - jornalista)

Terapia do Elogio





Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando...
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda.
Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a
imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo e do rosto.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.
A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.
Destroem seus casamentos, e acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.
Comecemos a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam.
O bom profissional, o bom filho, o bom pai ou a boa mãe, o bom amigo, a boa dona de casa,
A mulher e o homem que se cuidam... enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível se viver sozinhoe os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?
Então elogie alguém hoje!
Eu começo!!!
Você é muito especial e com certeza o mundo é mais bonito... por causa de você!

Beba Saúde: sucos funcionais



Cinco receitas que refrescam
e cuidam do bem-estar
Flavia Pegorin
Preparados com frutas, verduras e grãos, os chamados sucos funcionais são aqueles que associam de forma correta esses produtos, para privilegiar e potencializar suas propriedades. Dos triviais limão e laranja aos itens menos óbvios como o gengibre, é possível preparar toda a sorte de sucos com finalidades específicas. Tem receita para armazenar energia, melhorar o aspecto da pele e até combater a ressaca. Elas caem bem no café da manhã, no lanchinho da tarde ou mesmo para acompanhar uma refeição leve. Antes, porém, é preciso conhecer as características de cada ingrediente, daí a necessidade da orientação de um especialista na escolha e na combinação dos alimentos.
Cinco receitas de sucos funcionais
>> para melhorar o aspecto da peleFrutas de cor avermelhada, a exemplo do morango, são excelentes antioxidantes. Elas contêm licopeno, substância que combate os radicais livres causadores do envelhecimento precoce de todos os nossos órgãos. Também as frutas ricas em vitamina C, como a laranja e a manga, auxiliam na conservação do colágeno, proteína responsável por unir e fortalecer os tecidos da pele. A couve, rica em vitamina A, completa a receita oferecendo vitalidade e brilho.Bata no liquidificador: 8 morangos, 200ml de suco de laranja, 1 fatia média de manga, 1 folha de couve, 3 cubos de gelo>> para espantar o cansaçoA vitamina C é uma grande aliada quando o assunto é fadiga. O kiwi e a laranja são, portanto, boas opções nesse caso. Para completar a mistura, acrescente uma boa dose de carboidratos vindos da banana e do mel. Eles dão força extra ao organismo.Bata no liquidificador: 1 kiwi descascado, 200ml de suco de laranja, meia banana, 1 colher (sopa) de mel, 3 cubos de gelo>> para curar ressacaExagerou no álcool? Se pintar aquela ressaca desagradável no dia seguinte, a boa e velha recomendação de ingerir bastante liquido é infalível. As frutas ricas em água fazem milagres porque hidratam e nutrem o corpo ao mesmo tempo.Bata no liquidificador: 2 fatias grossas de melancia, 1 fatia grossa de abacaxi, 8 folhas de hortelã, 4 cubos de gelo>> para armazenar energiaEntram em cena os batidos mais encorpados, que ajudam a elevar a disposição. As duas receitas acima possuem boa carga de vitaminas e nutrientes. Elas são também mais calóricas por causa das presenças do açaí e do leite de coco. Vale lembrar, no entanto, a gordura presente nessas frutas auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e melhora o nível de HDL, o chamado colesterol bom.Bata no liquidificador: 100ml de polpa de açaí congelada, 1 banana, 6 morangos, 300ml de água gelada OU 100ml de iogurte natural, 1 fatia de abacaxi, 2 colheres (sopa) de leite de coco, meia banana, 4 cubos de gelo>> para manter o bronzeadoAposte em frutas e vegetais de cor alaranjada, que são antioxidantes ricos em betacaroteno. Quando ingerida, nosso organismo é capaz de transformar essa susbtância em vitamina A. Esta, por sua vez, auxilia na formação de melanina, pigmento responsável por proteger a pele dos raios ultravioletas e por manter o bronzeado.Bata no liquidificador: meio mamão, meia cenoura,1 fatia fina de beterraba, 200ml de suco de laranja, 3 cubos de geloDuas dicas importantes:- para que se alcance o efeito esperado, os sucos devem ser consumidos com certa regularidade- além disso, precisam ser ingeridos imediatamente após o preparo para não perder as vitaminas. (Internet)

Aprendendo a perdoar a si mesmo



Algumas pessoas prejudicam outras e pedem perdão, que pode ser aceito ou não; mas há algumas atitudes em que o único prejudicado é você mesmo. Se você vive apontando seu dedo indicador constantemente para seu próprio nariz, cuidado!
A culpa varia de acordo com crenças e valores que cada um traz consigo desde a infância, e que muitas vezes não corresponde mais aos valores e crenças atuais.
Culpa, remorso, arrependimento, são inimigos constantes de algumas pessoas e traz junto a humilhação, vergonha, o medo e a maior conseqüência: a autopunição.
Perdoar a si mesmo talvez seja um dos maiores desafios, pois está relacionado com a capacidade - e leia-se também dificuldade - que cada um tem de se amar e se aceitar.
As pessoas não se amam por acreditarem terem feito algo muito terrível, às vezes isso até corresponde à verdade, mas muitas vezes não. Algumas chegam ao máximo de se culparem por terem nascido e sentem-se como um grande fardo. Para compensarem essa rejeição sentida em algum momento de sua vida, passam a vida tentando mostrar aos outros o quanto são úteis, importantes, como que para provarem para si próprias que são merecedoras da vida. Procure observar se busca aprovação e reconhecimento de pais, amigos, das pessoas em geral, se está sempre à disposição de todos, cedendo em quase tudo, pela necessidade inconsciente de agradar, ser aceito, mas que muitas vezes confunde-se com a desculpa de querer ajudar e que na verdade oculta a busca pelo amor e atenção. Por exemplo, as pessoas por não se sentirem amadas quando crianças e não acreditarem em si mesmas passam a ignorar os próprios sentimentos e recorrem à fuga pela comida, como forma de compensação e obtenção do prazer. Com isso, se culpam e como punição, engordam. Não conseguindo eliminar alguns quilos, mais culpas e assim, desviam o foco da origem de tudo para a comida.
O foco passa a ser emagrecer e não o que as levou a engordar. Negam a si mesmas a subnutrição emocional que sentem e que pode levá-las a sentimentos de vazio e fome. A comida passa a representar uma maneira de alimentar e preencher um vazio emocional. Ou seja, inconscientemente desviam a atenção dos problemas para a necessidade de emagrecer, os problemas continuam ou aumentam por não serem resolvidos e acabam consumindo mais calorias do que o corpo necessita, engordam, culpam-se, punem-se, criando-se assim, um círculo vicioso.
O perdão oferece saída para esse círculo vicioso, como uma escolha consciente de mudança. Será que a verdadeira causa está sendo considerada? Do contrário, tudo tende a piorar. Será que essa fome, esse vazio, não seria a necessidade, também inconsciente, de amor? É preciso perceber que a comida não será transformada em afeto, amor, mas apenas em gordura quando consumida de forma descontrolada. Por que não buscar outras fontes de prazer? Uma maneira de cultivar a culpa é estar sempre exigindo perfeição de si mesmo.
A anorexia e bulimia são exemplos disso. Nunca há satisfação consigo mesmo, gerando culpa, insatisfação e uma enorme dificuldade de se perdoar. Tudo que faz poderia ser melhor. Não importa o que faça ou conquiste. Ou o pior, não importa quem se é, parece que nunca é o bastante.
Para se livrar disso tudo faça uma lista de tudo aquilo que você se culpa, aquilo que fez e não fez. Seja honesto consigo mesmo. Depois, pense sobre as motivações que o fizeram fazer certas escolhas, agir de determinada forma e, ao invés de se culpar, punir ou se castigar, comece a lembrar que muitas escolhas foram feitas porque era o melhor que se podia fazer naquele momento e que na verdade, tudo foi avaliado com valores da época e que nem sempre serão os mesmos neste momento.
Nunca julgue situações passadas com valores do presente. Para perdoar-se é preciso rever todas suas crenças, valores, que muitos esquecem que com o tempo podem, e devem, se modificar. Analisar o que fez ou deixou de fazer para poder mudar e crescer é válido, como sentir remorso pela dor que pode ter causado a alguém e pedir perdão. Mas se esse remorso começar a dominar sua vida, estará alimentado seu papel de vítima e a autopiedade. Livre-se disso. Você deve aprender e crescer com a experiência passada e isso não quer dizer se punir eternamente por algo já feito.
Perdoar a si mesmo exige uma completa honestidade e integridade para que se alcance a cura de tantos males, de tanta falta de amor-próprio. É um processo de reconhecer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que fez, aprender com a experiência, reconhecer os sentimentos que motivaram determinados comportamentos, abrir seu coração para si mesmo, ouvir seus medos, curar certas feridas e isso você pode conseguir sendo amoroso e responsável consigo mesmo. Você pode e deve se livrar de certos padrões de pensamentos e sentimentos. Mude o que não acredita mais, livre-se de tudo que te faz mal, cure a ferida que mais lhe dói, cure sua vida emocional. A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo. O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos. E está nas mãos de cada um de nós. E você pode começar com você mesmo! (Problemas na escola vêm de casa
Estudo revela que os tipos de problemas apresentados na escola pelas crianças estão diretamente ligados à dinâmica familiar
Ambientes familiares pouco equilibrados prejudicam o comportamento das crianças fora de casa. Mas um recente estudo da Universidade de Rochester, em Nova York, procurou explicar como são estes efeitos.
Os pesquisadores dividiram as famílias infelizes em dois grupos: de um lado, ficam as famílias frias e controladoras e, de outro, aquelas conflituosas e intrometidas.
Nos três primeiros anos de escola, as crianças que convivem com o primeiro grupo – as famílias frias – têm cada vez mais problemas, que vão de comportamentos agressivos a depressão e alienação. Já o segundo grupo – famílias intrometidas – causa ansiedade e afastamento nos pequenos. “Famílias podem servir de apoio para crianças que entram na escola – ou podem ser fontes de estresse, distração e comportamentos inadequados,” declarou Melissa Sturge-Apple, coordenadora da pesquisa e professora-assistente de psicologia da Universidade de Rochester, ao site da instituição.Com duração de três anos, o estudo examinou padrões em 234 lares que tinham filhos de 6 anos de idade e identificou três perfis de famílias: uma feliz (chamada de coesa) e duas infelizes (classificadas em não-comprometidas ou entrosadas).Dá para reconhecer as coesas por suas relações harmoniosas, calor emocional e papéis firmes, porém flexíveis, para pais e crianças. Um exemplo deste tipo de relação é a família de Lineu e Nenê no seriado “A Grande Família”. Apesar dos problemas, eles estão sempre prontos para ajudar os filhos e têm muito amor e respeito um pelo outro.
Famílias disfuncionais
Uma família entrosada pode estar envolvida emocionalmente e demonstrar carinho, mas também apresentar níveis altos de hostilidade, intromissão destrutiva e pouca percepção da família como um time. O filme “A Sogra”, com Jane Fonda e Jennifer Lopez, mostra uma mãe que ama o filho e se sente no direito de atrapalhar seu noivado para não perdê-lo – esta é uma família entrosada. Durante o estudo, os filhos vindos deste tipo de família entraram na escola com comportamentos parecidos aos de famílias coesas, mas com o tempo passaram a apresentar níveis altos de ansiedade e sensação de solidão e alienação. Já as famílias não-comprometidas são marcadas por relacionamentos frios, controladores e distantes. Um caso que ilustra este tipo de família é o de Marta (Lília Cabral), a fria mãe de Nanda na novela “Páginas da Vida” (2006). Ela desaprovou a gravidez da filha e rejeitou a neta com síndrome de Down.
Crianças vindas destes tipos de família começam a vida escolar com níveis altos de agressividade e maior dificuldade para aprender e cooperar com as regras da classe – e este comportamento destrutivo cresce à medida em que as crianças avançam na escola. “Frieza geralmente gera depressão, que pode ser externada com agressividade. É como se a criança estivesse se vingando dos pais através da escola”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf.
Trabalhar em equipe
Para chegar a estas conclusões, os psicólogos analisaram como os pais se relacionavam entre si, notando se havia agressividade e distanciamento, e observando suas habilidades de trabalhar como uma equipe na presença da criança. Os cientistas decodificaram a disponibilidade emocional dos pais em relação aos filhos, se ele ou ela elogiava e aprovava ou simplesmente ignorava os pequenos durante atividades compartilhadas.
Os observadores também perceberam como a criança se dirigia ao pai e à mãe, notando se as tentativas de se aproximar deles eram breves e superficiais ou sustentadas e entusiasmadas.
Os autores do estudo enfatizam que outros fatores, além de família desestruturada, podem levar a comportamentos problemáticos na escola.
Vizinhanças violentas, escolas despreparadas e traços genéticos também determinam se as crianças terão ou não dificuldades no aprendizado. (Rosemeire Zago)