quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nem oito nem oitenta


Estamos vivendo um período um tanto conturbado. Tenho conversado com muitas pessoas que fazem as mesmas reclamações. Estão se sentindo pra baixo, sem motivação, com vontade de mudar o rumo da vida. Mudar de profissão, de cidade e até de amor.
Às vezes, entramos numa de horror por falta de atividade ou por muita atividade, estresse e ansiedade. Muitas vezes estamos sem trabalho, outras vezes trabalhamos tanto que chega ao ponto de exaustão. Quando não vemos resultados que justifiquem tanto esforço e até mesmo pela falta de lazer e descanso, passamos pela apatia ou descaso com o que já foi construído.
Todos nós temos fazes boas e ruins e só assim podemos aprender a valorizar a vida quando está do jeito que queremos. Se tiver só momentos felizes, estes passam a ser rotina, o que traz indiferença.
Hoje é comum pessoas que abrem numa quadra o mesmo tipo de negócio que um outro comerciante já tem. Acham que pelo fato de verem movimento, está ganhando muito dinheiro. Com isso acaba um fazendo preço menor para conseguir mais clientes e trabalhando mais com um lucro menor, mas deixando a desejar na qualidade, o que leva a perder o freguês.
Qual seria a solução para não chegarmos neste ponto? Quem sabe usando de criatividade, buscando melhorar o atendimento, sem deixar que o preço vire pechincha, procurando ser confidente de seu cliente, um psicólogo, vamos dizer assim. Sempre ter alguém para atender ao telefone, que saiba conversar direito, explicar tudo que o futuro cliente deseja saber, conquistar realmente a pessoa como amigo.
A amizade traz respeito e fidelidade. Quanto maior seu leque de amizades, maior a motivação que você encontra em seu trabalho.
Ficar sem trabalhar também gera desinteresse pela vida. Existe um ditado que diz “nem oito nem oitenta” tudo sendo pouco ou muito não traz satisfação. (Ângela Rego)

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