quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe-chata

Esse textinho da Stella é bom de ler e pensar naquelas horas em que a gente encarna a mãe-chata:
"porque no dia em que eu tiver uma filha (sou tendenciosa sim, e daí?) ela vai ter um baú de fantasias. Vai ter os disquinhos que contam historinhas, vai ter a arca de noé de vinícius de moraes, muitos lápis de cera e vai poder rabiscar na parede do quarto dela sim senhor, seja antipedagógico o caramba. Ela vai sentar no meu colo e eu vou contar histórias de quando a avó dela era menina e tinha um carneirinho branco. Só não vou contar que meu avô mandou matar o carneirinho pro almoço de domingo.
Vou ensinar a minha menina a música do alecrim dourado, vou ler Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Sylvia Orthoff, Monteiro Lobato, vou fazer brigadeiro e comer na panela com colherinha pequena para durar mais tempo. Vou dar fantoches e mamulengos e bichos de pelúcia e bonecas de pano. Se encontrar as panelinhas de barro que eu brinquei quando era criança eu dou também, mas vai sempre ter uma caixa grande de papelão no quarto, para ser castelo, barco, carro, foguete, caverna, o que ela quiser.
Eu não vou exigir cabelo penteado, nem pé calçado. aliás, pé descalço vai ser a lei da casa. Ela vai brincar com os gatos, e, se tudo correr direitinho, a gente vai morar numa casa de verdade, cheia de pitangueira e ela vai poder sujar a blusa de manga, que eu juro que não brigo.
Vou ensinar as letras e os números, a catar feijão para me ajudar num almoço legal e a plantar feijão no algodãozinho.
Vou vestir minha filha de matuta todo são joão, de chapéu de trancinha e sardas pintadas no rosto.
Me lembrem disso: de nunca perder a paciência, nem o desejo de brincar, de saber olhar o mundo como uma coisa nova, de saber explicar o que é o arco-íris e quem é Papai do Céu. Mas não vou deixar acreditar em Papai Noel. Vou fazer como meu pai me dizia, 'Papai Noel é o pai da gente fantasiado no Natal'
Vou fazer pipoca, vou deixar comer porcaria, mas ela vai ter que lavar o pé, escovar os dentes e rezar antes de dormir, comigo contando historinha ou cantando até que o relógio bate e é hora de nanar.
Só penso nela assim, pequenininha, sendo Lygia ou Laura ou Janaína ou outro nome que um dia eu gostar. Porque eu tenho muito amor guardado aqui, só para ela. Desde a primeira boneca que eu carreguei no colo. Desde que as sobrinhas nasceram e eu aprendi a cuidar de bebês de verdade.
Um dia essa criaturinha vai chegar na minha vida, e eu espero estar pronta para ser feliz com ela." : : Laura : :

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Esse tal de Facebook

Lembra-me cartas de frases curtas. Nada de embromação. Não cartas de amor, as comerciais. Não cartas apaixonadas. Há algo meio invasivo. Parece fazer necessidade de porta aberta. Um sabe, todos sabem. Compartilha-se. Segredos não se guardam. Confidência é mundo. Oi fulano, oi beltrano. Nada demora mais do... já foi. A gente vaza. Somos todos água. Esse tal de Facebook não é a lição de cartas que aprendi no carro dos Correios, anos cinquenta, nas asas da Central do Brasil. Minha mãe, operária. Íamos a Diamantina. Eu preferia os sacos de lona, abarrotados de cartas. Que notícias? As tristes, as longas, as lindas? Comentei com Zé Lasquinha, o carteiro de ferro - no caso, do trem de ferro - que eu lia as confidências missivas por sobre os malotes em que dormia. Ele ria. Zé Lasquinha ganhou um leitão assado na estação de Rodador, pois levara boas novas. Requentava a marmita no fogareiro a álcool e me servia comida. Era um tio bom. Amigo, irmão de meu pai.
Adicionado lembrei-me dessas pequenas histórias que permeiam a incipiência. Logo eu viria a namorar as meninas e a escrever cartas demoradas e cheias de intenções (algumas boas e outras nem tanto). Uma delas se chamava Mary, de Diamantina, e as cartas eram mais demoradas do que a Maria Fumaça, subindo cansada a Serra da Tocaia. Se é tempo desse tal de Facebook eu já teria dito: Mary, vc Tb topa? Td? E nem nos teríamos purificado de espera e sonho. E as cartas seriam papéis no tempo, vagos. O tempo desse tal de Facebook nos faz sequer se ver, pois já é muito essa coisa fake, meio mistério/ cocô - com circunflexo -, e é tudo inteiramente ou mentira.
Nas cartas enviávamos fotos, de nós mesmos, surradas de distância, porém com a cor ausente da verdade. E as moças as perfumavam, só para nós, com o aroma murmurado de coisas íntimas. Tudo tinha aura de tangível. Letras eram perfis, trejeitos, sorrisos, gargalhadas de alegria, desvelo. Nesse tal de Facebook rir é rsrsrsrsrsrsrsrsr. Gargalhar kkkkkkkkkk. Sendo uma corruptela o hehehehehe! Somos, pois, elipse. Não mais as cartas laivadas em pranto, somente vingadas nas férias escolares, mercê de beijos ligeiros. Ou na matinê de domingo, quando a mão desavisada - porém ativa - se debruçava displicente no colo da moça, como se a buscar segredos. Esse tal de Facebook faz ficar tudo ligeiro. E é bom Tb. Blz. Uma 9dade embriagadora. Até os dinossauros - eu - se adaptam. É preciso falar o tempo. E dada a velocidade, a nova carta de amor é um tratado de sensações, esperteza literária e gozo. O de sempre. Porque, afinal, além de todas estas alucinações cibernéticas persiste o amor. O amor e a necessidade terminal que ele tem de se gritar.
(Eduardo Lima)

Bactérias do bem imunizam crianças

“Se você deixou a pessoa em uma redoma de vidro, o sistema imune começa a produzir determinadas doenças, como por exemplo rinite, a asma”, explica o professor de infectologia Edimilson Migowski, da UFRJ.

Cidade grande é assim: é conviver e dividir espaços. Às vezes, temos que nos esquivar de um cotovelo mais inconveniente. E podemos nos deixar contagiar por alguém mal educado ao redor. Nós também carregamos uma metrópole de micro-organismos, em permanente estado de convivência, e podemos até portar algumas bactérias mais inconvenientes, que podem nos deixar doentes. É aí que entra um exército de defesa, capaz de nos permitir seguir em frente, de preferência, sem tropeços.
Devemos ao nosso sistema imunológico o serviço de limpeza do organismo. Bactérias do bem e células que podem causar doenças competem por nutrientes. E o sistema imune precisa ser testado, desafiado a fazer o papel dele.
“Se ele entra em um período de remissão, porque você deixou a pessoa totalmente em uma redoma de vidro, o sistema imune vai dizer assim: ‘e agora, o que tem que fazer?’. E ele começa, segundo alguns, a produzir determinadas doenças, como por exemplo rinite, a asma”, explica o professor de infectologia Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Contra a alergia e a bronquite do Guilherme, Eliane, a mãe do menino, é extremamente cuidadosa. Ela revela que não deixa o filho brincar descalço.
“Uma criança que tem rinite ou asma tem uma necessidade especial de ficar longe de tudo que tem pó. Mas não necessariamente de tudo que seja sujeira de uma forma geral. Ele não precisa viver em uma bolha”, aponta a pediatra e alergista Renata Cocco, da Unifesp.
“Em um ambiente onde as crianças estão na rua, cheias de parasitose intestinal, cheia de problema, elas têm menos asma brônquia, menos rinite que aquela criança que é toda cuidada, toda cercada de muito mimo e cuidado”, ressalta o professor de infectologia Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Desde o meio do século passado, houve um aumento significativo de saneamento básico, do uso de antibióticos e vacinas. O controle de infecções é bem maior. O problema é o uso indiscriminado de antibióticos que favorece o surgimento de bactérias perigosamente fortes.
“De vez em quando, a gente ouve esses casos de bactérias resistentes e pessoas morrendo porque não existe antibiótico para curar aquele tipo de bactéria”, aponta a pediatra e alergista Renata Cocco, da Unifesp.
No parquinho, Giovana corre para lavar o pé que ficou sujo de lama e caminha descalça. A mãe revela que a menina não tem nenhuma alergia. “Você costuma ver crianças com gripe, resfriado. Ela é muito difícil”, diz o pai.
O problema é a dificuldade de largar aquele hábito: a chupeta. “A chupeta cai no chão. Você muitas vezes não vê, pega e ela põe na boca”, diz o pai da menina.
A mãozinha estava brincando no parque, e a chupeta foi para a boca. Vamos evitar excessos, mas sem perder a infância jamais.

Nada Extraordinário

Nada extraordinário, apenas natural. Quando começarmos a viver a vida de forma harmoniosa, sem buscar acontecimentos fora do comum para nos sentirmos felizes e começarmos a nos sentir bem com situações do nosso cotidiano, certamente seremos muito mais livres do que somos. Em meio à ditadura da felicidade em que vivemos atualmente, em que temos que ser felizes a todo custo, mudando o corpo, tomando remédios e sempre nos comparando a alguém, um retorno a simplicidade pode soar antiquado, mas é muito mais importante do que possamos imaginar.
Atos simples como ser educado, bem - humorado e generoso são vistos como fora do comum em muitos lugares. Pessoas que cultivam essas atitudes normalmente são observadas como sendo diferenciadas em um mundo em que a ansiedade e pressa imperam. Mas o curioso é que ser gentil, bondoso e alegre deveria ser um pressuposto "natural" de todo ser humano em paz consigo mesmo, harmonioso com sua forma de viver. Tanto isso é verdade que a psiconeuroimunologia, parte da ciência médica que estuda a relação mente, corpo e sistema imunológico já demonstrou um relação direta de causa e efeito entre um ser harmonioso e um corpo mais saudável. Entretanto, apesar disso, ainda achamos que o mais natural é estarmos perdidos, tensos e apressados a todo instante. Extraordinário hoje é conseguir ser simples. Você não acha isso um contra-senso? Até na forma de vestir mais despojada, vamos encontrar pessoas sendo elogiadas por seu senso estético apurado, pois são sofisticadas mesmo vestindo-se de forma simples.
Semana passada fui palestrante em um evento, onde havia autoridades, pessoas que habitualmente fazem questão de se apresentar de maneira mais formal, mas muitos estavam vestidos informalmente. Ali, extraordinário era a conjugação entre estilo e simplicidade na moda. E assim também acontece nas demais áreas da vida. Cuidado para você não esquecer de si mesmo enquanto procura ser alguém distante de quem você já consegue ser. Melhorar de vida, aperfeiçoar nosso intelecto e nossa condição social é louvável, desde que não percamos nossa identidade. Quando isso acontece, vamos em busca do que socialmente nos parece extraordinário, quando para muitos o extraordinário é apenas ser simples. Veja que os seres humanos que mais marcaram a história humana e sobrevivem, com milhões e até bilhões de seguidores não são políticos, empresários ou. São os líderes espirituais que tinham a simplicidade como forma maior de viver. Será uma coincidência?
Pense nisso. (Ricardo Melo)

Mães

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc. Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem, ensinem. E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.
Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes. Você vai querer esganá-los freqüentemente. Faz parte entre as pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez já seja muito tarde!".
Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!
Use sempre um bom vocabulário. Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida,
etc. Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança
para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.
O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar. Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga. Isso vale também para os adultos.
Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro. A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessemas refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa. Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc...
Se encher que coma tudo. A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe. Macarrão com farofa, etc. isso é cultura. Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de
ficar na mesa até a hora do café. Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o
irmão. Só gritar se for por mordida de cobra. Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador. Não chamar a amiga da mãe de tia. Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes! Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos.
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime: Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe
entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três. Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos. Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes. Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam. Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa. Dinheiro para o Motel só se você der. Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?" OK, dá. Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas? Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa. Mas só ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais. Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos emrelação as suas próprias mães. Portanto, vá anotando, na frente dos filhos: Mãe não namora, não toma mais de um drink,
não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra. Nem sabe o que quer dizer. Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias.
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam. Nem amigos comuns se deve ter por precaução. Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se. Tenha pouca, pouquíssima personalidade. Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.
Mãe não tem passado. Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais. Cruel? Não... apenas verdade.
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.(Pedro Bial)

Mães




Procurei crônicas sobre as mães, poesias, informações e textos que pudessem retratar de uma maneira honesta, bonita, mas sem ser piegas. Não achei.
Hoje com tantos fatos tristes de mães que jogam no lixo seus bebês, que matam filhos até maiores, fico a me perguntar se posso generalizar e elogiar todas da mesma maneira.
Fico com vergonha de nós “seres humanos” que deveríamos respeitar a todos os nossos semelhantes, principalmente quando vejo que até um inseto, cuja fêmea permanece com os ovos em seu abdome até que os filhos saiam adultos, alimenta-os com o próprio corpo e custando-lhe a vida. Uma mãe que literalmente dá sua vida para os filhos, pois abriga-os e alimenta-os de uma só vez.
É claro que falo isso para poucos, graças a Deus. A grande maioria das pessoas, principalmente as mães, são seres de infinita bondade, que adoram seus filhos. Só que hoje são modernas e precisam trabalhar muito. Contam com ajudantes, escolas, creches e avós para a formação de seus filhos.
Devemos sempre lembrar que os filhos serão os adultos formadores de opiniões e ajudarão o mundo a ser melhor, desde que tenham uma boa formação e isso depende de nós, mães e pais.
Trabalhei muito tempo como professora e via mães e pais que entregavam seus filhos a nós, mestres, como quem entrega todo o trabalho de formação desse filho e com isso “lavando as mãos da responsabilidade de educar”. O professor ajuda, desde que ele traga de casa sua bagagem de bons hábitos e costumes como respaldo para que seja consolidado o trabalho de educação.
O mais importante disso tudo seria que toda mãe desse amor, muito amor, ensinasse a ser uma pessoa respeitadora, tolerante, humilde, carinhosa, capaz de ver a todos como irmãos e semelhantes.
Minha mãe me ensinou que não devemos fazer com os outros o que não queremos para nós.
Se seguirmos este princípio, nada de mal acontecerá com ninguém que dependa de pessoas.
Se toda mãe demonstrar com seu exemplo de vida digna, tudo que é importante neste mundo, com certeza não teríamos tantos desatinos praticados, demonstrando como a vida tem sido banalizada.
A Todas estas mulheres mães, maravilhosas e super heroínas, parabéns! Parabéns por honrar seu papel responsável de mãe, de preparadora de seres humanos para a vida.
Feliz dia das mães a estas batalhadoras mulheres que com todas as dificuldades da vida honram seu nome de mãe e fazem tudo para que seus filhos sejam pessoas de bem. (Angela Rêgo)