
Termo de origem inglesa ainda sem tradução para o português, utilizado para qualificar comportamentos agressivos de forma física ou psicológica intencional e repetitiva, com o intuito de intimidar, humilhar, chantagear, difamar e amedrontar suas vítimas, praticado tanto por meninos como por meninas.
As meninas costumam praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem com isso, passar despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente familiar.
Uma das formas que vem ganhando espaço é o bullying virtual ou ciberbullying que por meio das ferramentas tecnológicas, máquinas fotográficas, celulares, filmadoras e recursos da internet, emails e vídeos, rompem fronteiras de forma instantânea, propagando difamação com efeito multiplicador do sofrimento e consequências imensuráveis.
Esse comportamento é muito frequente no ambiente escolar torna-se importante o reconhecimento precoce dos sinais, assim como tomar medida eficiente o mais breve possível.
Quem nunca ouviu, vivenciou ou até participou das risadinhas que pareciam uma “brincadeira inocente”, "uma simples zoação"... pau de virar tripa, quatro olhos, gordo, rolha de poço, dentuço, franguinho. Comportamento comum entre crianças e adolescentes, mas está longe de ser inocente.
A escolha da vítima é feita com pessoas em desigualdade seja porte físico, situação socioeconômica ou que já apresentam uma característica que destoa, mais introspectivo, nerds, muito magras, raça, credo, etc. Só o fato por si já as torna com baixa estima, portanto mais vulneráveis. Certamente a escolha é por aqueles que não conseguem se defender das agressões.
Os efeitos do Bullying nem sempre são perceptíveis e podem gerar, a longo prazo, problemas emocionais e físicos, tais como: depressão, angústia, estresse, evasão escolar, atitudes de autoflagelação, etc
O alvo de bullying, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios, em especial as famílias, poderá não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos, desenvolve baixa auto estima até consequências mais trágicas.
Muitas vezes, as vítimas sofrem em silêncio. É importante pais, professores ficarem atentos ao comportamento.
O que observar?
Ambiente escolar:
No recreio encontram-se isoladas do grupo ou perto de adultos por se sentirem mais protegidas, em jogos e atividades em grupo sempre são as últimas escolhidas ou são excluídas, comumente tristes, deprimidas ou aflitas, aos poucos vão se desinteressando das atividades escolares, em alguns casos, apresentam hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas.
Em casa:
Com frequência se queixam de dores de cabeça, dor de estômago, tonturas, enjôo, vômitos, perda de apetite, insônia, sintomas que tendem a ser mais intensos com a proximidade do horário de ir para a escola. Geralmente não têm amigos, pouco ou nenhum telefonema, emails, torpedos, convites para festas, passeios, viagens com o grupo escolar. Apresentam várias justificativas inclusive doenças físicas para faltarem às aulas.
Quem tem um filho passando por esse problema precisa mostrar-se disponível para ouvi-lo. Não se deve aconselhá-lo a revidar a agressão; mas, sim, esclarecer que ele não é culpado pelo que está acontecendo. Também é fundamental entrar em contato com a escola e buscar ajuda profissional.
Sandra Pontes
Psicóloga, psicopedagoga, terapeuta Ramain Thiers
3484 3736 / 9971 7010
sandrapontespsi@gmail.com
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