quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Meu pai




Sei que todos que conviveram ou convivem com seu pai tem histórias pra contar.
O meu pai não está mais aqui para confirmar, mas me deixou uma grande bagagem de informações e aprendizagem que só tenho a agradecer.
Nossa experiência de pai e filha foi rica e tumultuada. Geniosamente parecidos.
Tenho ótimas lembranças, principalmente em lições de vida e Língua Portuguesa. Ele era doutor em Português e amava poder falar sobre o assunto e ensinar. Às vezes, de maneira humorística, o que não deixava que esquecêssemos, nem eu, nem meus irmãos, de suas lições. Um dia, ainda adolescente disse algo como ‘menas flores’ e ele cheio de humor falou que a única ‘menas’ que conhecia era sua tia, irmã de meu avô. Nunca mais passei por este erro e ainda passava pra frente quando alguém falava, dizia que só existia a minha tia com esse nome.
Ficava muito em seu escritório, onde até geladeira e fogão esperavam pelo gosto literário de meu pai. Por ali ficava horas lendo, estudando Português, Latim, Esperanto e muitos livros jurídicos, além de uma verdadeira biblioteca espírita. Não sei como não escreveu um livro, pois sua sabedoria lhe dava suporte para tal.
Uma frase que nunca mais esqueci e que me acompanha pela vida ‘a gente tem que ser e parecer’. Deveria ser seguida por todos, principalmente os políticos.
Herdei dele a vontade de aprender, trabalhar e vencer. Só não tenho medo da morte, ele tinha horror, apesar de mesmo sentindo dor nunca se queixar. Descobrimos que estava com câncer já em estado adiantado exatamente por não transparecer nada.
Bem, poderia ficar escrevendo sobre meu pai muita coisa interessante, mas o principal está aqui. Saudades, pai! (Ângela Rêgo)

"Pai, começa o começo!"

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”. (Internet) Homenagem a todos os papais pelo seu dia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A criança e os hábitos

Para se construir uma base sólida, precisamos de bons materiais e bons pedreiros. Lembre-se sempre que, a mente de uma criança é como uma folha de papel em branco, na qual podemos escrever qualquer coisa.
Nessa folha em branco, que é a sua mente, que logo se transformará em sua personalidade, identificando-o como um indivíduo que pensa e age dentro da sociedade, podemos gravar todos os tipos de comportamentos.
A criança aprende através da imitação, isto quer dizer que, vendo o exemplo dos outros, sejam hábitos ou gestos simples como pegar e segurar objetos, ela acabará por se tornar um "hábil" qualquer coisa.
Seus medos e preferências, também elas apreendem, assimilam na íntegra a partir do exemplo, do modelo que lhes transmitem os adultos, que somos nós.
É importante frisar que, primeiro, as crianças tendem a imitar os comportamentos daquelas pessoas que ela admira, ou confia, como os pais, irmãos mais velhos, parentes com os quais possua mais afinidade.
Os vícios, as manias e os hábitos que detestamos, ou atitudes não éticas, tudo isso, são exemplos que os adultos transmitem para aquela folha em branco, onde podemos escrever qualquer coisa.
Não subestime a capacidade de assimilar coisas de uma criança. Seus sentidos são extremamente mais apurados que de qualquer adulto. É uma estratégia de sobrevivência da natureza, uma vez que nessa faixa etária ela precisa assimilar rapidamente todas as manobras que a permitirão sobreviver em seu mundo.
Ela apreenderá absolutamente tudo, sem códigos de éticas ou culpas presentes, pois sendo uma folha em branco, terá como única opção imitar aqueles que estão à sua volta, com seus exemplos de conduta, repetindo seus gestos, preferências, manias, vícios e hábitos, por mais bizarros que possam parecer. Como não tem discernimento, ou senso moral, ou culpas, apenas tendem a imitar, reproduzir aquilo que seus sentidos conseguem captar, seja o que for.
Desse modo, ela também aprenderá a odiar e gostar, a preferir e desprezar, a ser moralmente fraca ou forte, a ser corajosa para enfrentar os obstáculos da vida, ou o seu oposto.
Também aprendemos a brigar pelos nossos pontos de vista, mesmo quando se trata de coisa sem valor.
E finalmente, lembre-se, uma criança ao nascer, já adentra num mundo repleto de comportamentos milenares, de todos os tipos de códigos e símbolos, de infinitas personalidades que se antagonizam entre si em busca de espaço. Ali encontrará hábitos e manias que se repetem numa cadeia sem fim, passando de pai para filho, de individuo para individuo, e ela, a criança, certamente, também acabará por se tornar um desses personagens, ou uma mistura de todos. Reformatar, reprogramar esse personagem, nutrir essa nova mente, para que não repita os velhos e nocivos hábitos é papel do Educador ou Pai. (Do site educação Infantil)

Uma rosa vermelha




Romântico à moda antiga, o jornalista Olympio Coutinho defende a tese de que os humanos em geral (e os tímidos em particular) desperdiçam um milhão de oportunidades de amar intensamente.
- Ninguém que eu conheço pergunta a si próprio se deve ou não deve viver. Mas, na hora de abraçar o amor, as pessoas mergulham na dúvida. Vou ou não vou? Vivo ou não vivo essa paixão? Quer coisa mais idiota?
Noite dessas, no Armazém Árabe, apareceu um jovem que se deixou seduzir por essa disponibilidade olimpiana para o amor e quis saber mais. E Coutinho, à moda de Sócrates, sintetizou a tal ponto os seus ensinamentos que atingiu a limpidez do diamante, resumindo tudo em dois verbos:
- Sentiu, faz.
- Tudo? - perguntou o cara.
- Tudo. Aprenda a confiar mais nos seus impulsos que nos seus medos - recomendou o poeta de Ubá, com a segurança de quem não teme o perigoso exercício de viver.
Como o interrogatório prosseguiu durante horas, foi impossível captar todos os ensinamentos. Mas ficaram frases soltas, que um dia vão aparecer nas suas trovas. Ouvimos quando o jovem discípulo perguntou se é brega esperar alguém no aeroporto com uma rosa vermelha na mão.
- Brega é duvidar, sentir vergonha. Brega é ter medo de amar ou de confessar que ama. Se você sente que deve fazer, faça. Leve até um jardim inteiro para Confins, Congonhas ou Tom Jobim. Se você ama, tudo é permitido.
E, na noite fria e tocada pelo vento de julho, apresentou de novo a síntese de todas as sínteses:
- Sentiu, faz.
Tem razão o poeta e trovador, que faz do romantismo uma defesa contra a idiotice e o oportunismo medroso do nosso tempo. É claro que, sendo um sábio, deve ter suas regras e limites, mas não imita essa gente que carece do parecer de analista para saber se deve fazer isso ou aquilo.
Olympio não é do tipo que dá tapinha nas costas de gente medíocre e bem comportada. Por isso, na lição seguinte, radicalizou:
- Não existe padrão de normalidade, em matéria de amor. Toda transgressão decidida a dois é rara, maravilhosa e cheira bem. Normalidade e padrão são coisas de psicopatas, que criam regrinhas para tudo. E seguem todas as regras, como determina o figurino. Mas você sabe quem inventou esse figurino?
O carinha balançou a cabeça.
- Seu bisavô, sua bisavó, seu pai e mais um milhão de caretas que passaram pelo mundo antigo, impondo e seguindo leis ridículas, venenosas. Você pensa que é moderninho, não pensa? Mas, na realidade, não passa de fantoche, escravo do passado.
Mais uma vez, o poeta acertou a mão. Se catalogarmos as regras, conveniências e impedimentos que nos impuseram, veremos que são todas inimigas da emoção e da verdade humana. Criadas há séculos, estão impressas em nossas pequenas mentes distraídas e se tornaram mandamentos inflexíveis.
No final da noite, o aprendiz rompeu o seu longo silêncio:
- Estou entendendo. Pior do que ser brega é o arrependimento de não ter sido. Amanhã cedo, em Confins, vou esperar minha gata com uma rosa vermelha na mão.
Quando ele se foi, o poeta confessou:
- Mil vezes eu quis fazer isso e tive vergonha. Hoje, a vergonha está morta. E a moral que se dane. Estou livre e minha única lei é "sentiu, faz". (Tião Martins)

Fuja de atitudes e frases negativas




Bem diz o ditado: "se não tem nada de bom para falar, é melhor ficar quieto e ouvir ". Não é só questão de pensamento positivo mas, na verdade, uma forma de encarar o mundo e preservar os seus companheiros de conversas pesadas ou destrutivas. Falar ou tomar atitudes negativas não leva a nada e não dá nenhum prazer. Ao contrário de quando você fala de situações agradáveis ou toma atitudes bem humoradas...
"Fulano está tão acabado...", " tão envelhecido". Comentários deste tipo são vazios e parece que você fala isso de todos e - pior - inclusive do seu interlocutor.
"Você está abatido..." - a intenção é ótima, até pode ser, mas o efeito é devastador.
Doenças - a sua ou dos outros. Lembre-se que nunca é um assunto agradável ou construtivo. E interessa apenas aos diretamente envolvidos. Evite.
Falências ou finanças alheias - é pura bisbilhotice. Fofoca que não leva a lugar nenhum.
Violência e falta de segurança - é uma realidade e das mais desagradáveis. Porém, narrar com todos os macabros detalhes assaltos e sequestros é terrorismo e masoquismo desnecessário.
Divórcios e separações - amores infelizes são assuntos delicados e palpitantes. Mas é difícil falar disso sem tomar partido ou descambar para a fofoca. A menos que esteja falando de você mesmo.
Casos e adultérios - não são da conta de ninguém, a não ser dos próprios envolvidos na relação. Muitas vezes são apenas boatos e você vai parecer um fofoqueiro mal informado. Não caia nessa !
Dizer com ar penalizado: "É que ele bebe tanto, coitado"... ou ainda: " Ele tem aquele problema terrível com as drogas..." Nunca deixe frases incompletas. Ainda mais desse teor.
Para que anunciar que está bêbado ou bêbada ? Em geral ninguém sabe como reagir. Se estiver mesmo todo mundo já percebeu. E se estiver só de pilequinho, para que dar bandeira !?
Dizer com ar de mistério que "conhece muito bem" determinada pessoa, deixa uma dúvida dúbia no ambiente. No mínimo, explique de onde conhece e porque tão bem.

Ainda o celular!




A cada dia a comunicação fica mais fácil, ágil e importante. Não importa o meio usado: desde uma carta manuscrita até os celulares, o essencial é saber que qualquer palavra mal colocada pode atrapalhar o seu negócio, a sua carreira ou uma amizade antiga.
Por não serem tão diretos como os encontros pessoais, estes meios de comunicação devem ser usados com cautela e sabedoria para se transformarem em uma excelente ferramenta de trabalho. No caso do celular ainda não existe uma forma para usá-lo elegantemente. Já ser deselegante com ele é muito fácil.
Quando desligar o celular? Os celulares devem ser desligados em vários momentos: em reuniões de trabalho e em cinemas, teatros e locais impróprios (como festas, recepções ou reuniões íntimas). Se estiver esperando uma ligação muito importante deixe no vibracall e afaste-se para atender. Celulares em hospitais, só para os profissionais a trabalho e, ainda assim, apenas nas áreas permitidas.
E qual o lugar correto? Pode usar sem medo em cafés, no carro com viva voz (de preferência sozinho), em salas de espera, filas de banco e em uma ilha deserta.
Pode-se usar celular na cintura? É um modo não muito elegante. Mas, a trabalho, durante o dia não há muitas alternativas - pelo menos para os homens. O melhor é não usá-lo pendurados em bolsas, nos cintos e muito menos em pochettes. E, na hora de correr, do cooper, deixe-o em casa.
Onde você está? Esqueça esta pergunta. Ao ligar para um celular nunca pergunte “onde você está?”. A pergunta correta, assim que a outra pessoa atender, é se é possível falar naquele momento.
Não deixe ninguém esperando! Quando atender o seu celular e estiver com outras pessoas seja rápido. Nada mais impróprio do que atrapalhar a conversa do grupo com um papo paralelo. Pior que isso, só quando um casal está em um restaurante ou bar e um dos dois atende o celular e engata uma conversa infindável.
Retorne sempre suas ligações! Nunca deixe de retornar uma ligação de sua caixa postal. No mundo moderno dos negócios e relações empresariais todo ato está sendo avaliado como postura profissional.
Não esqueça de desligá-lo! Se não quiser ser encontrado é melhor deixar o telefone desligado ou no vibracall. Você esqueceu ! Não finja que não é o seu que está tocando. Peça licença e seja rápido. E cuidado com os toques “alegrinhos”. Já pensou se a "cucaracha" tocar no momento da assinatura do seu contrato do ano.
Posso ligar de madrugada? Não. Qualquer que seja o meio de comunicação é bom lembrar uma antiga regra de etiqueta: nunca “incomode” ninguém antes das 9 horas e depois das 22 horas, a menos que já tenha combinado anteriormente. Com relação ao celular essa regra deve ser seriamente respeitada.
É preciso ser discreto em restaurantes? Sim. Sozinho em restaurantes abaixe o volume para que não seja ouvido na cozinha e atenda em voz baixa. Mas muito baixo mesmo, pois a mesa ao lado não precisa - e nem deseja - ouvir a sua conversa.
Me empresta o celular? Não. Evite pedir emprestado o celular dos outros, só o faça em casos extremos. E nem pense em fazer ligações DDD ou DDI...