quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

9 passos para impor limites




Interpretar a atitude da criança é chave para impor limites.
Na incansável luta para impor limites, muitas vezes os pais desperdiçam mais energia do que deviam. É preciso separar aquilo que apenas cansa daquilo que dá certo na hora de educar os filhos. Quando você evita explicar muito, avisar muito, adular, subornar, ameaçar e punir, você poupa tempo e energia e mantém a sua dignidade como pai ou mãe. Quando você pede, diz e deixa a distância emocional fazer o trabalho, suas crianças rapidamente aprenderão que quando você pede que eles façam algo – ou que parem de fazer algo – eles não tem alternativa a não ser fazê-lo.
Leia abaixo os conselhos.
1. Não se explique demais - Quando pedimos para uma criança fazer algo ou para parar de fazê-lo, nosso hábito é de seguir com uma grande explicação de porquê tal ação é necessária. Se nossos filhos não respondem à primeira explicação, pensamos que ela não teve apelo para eles (ou que eles apenas não a entenderam) e, então, gastamos tempo e energia em tentar convencê-los novamente.
2. Não dê mais de um aviso - Ao dar várias chances e avisos, nós mostramos às crianças que não acreditamos naquilo que dizemos e que não esperamos uma ação efetiva até darmos muitos e muitos avisos. A maioria das crianças entende que enquanto os pais estão nesse ‘modo de aviso’, nada irá acontecer com elas. Portanto, seja firme.
3. Não adule - Você se pega usando frases como “se você arrumar seu quarto, ganha um chocolate” ou “faça toda a lição e te dou um brinquedo” com frequência? Pense melhor. “Quando os adultos se esforçam adulando e coagindo as crianças para que elas façam o que devem, isso significa que só os pais estão fazendo o trabalho duro, enquanto os filhos esperam uma recompensa convincente o bastante para encorajá-los a começar uma tarefa que não é mais que obrigação deles”.
4. Não suborne - As crianças devem ser acostumadas a agir dentro de um senso de obrigação. Se o único jeito de conseguirmos fazer com que as crianças façam o que mandamos é oferecendo algo, nos deixamos vulneráveis a ter que pensar em maiores e melhores ‘mimos’ com o tempo. Além disso, essa ação dá às nossas crianças a permissão de perguntar ‘o que você me dará se eu fizer isso?’ – e esse não é um bom hábito para se encorajar.
5. Não ameace - Ameaças funcionam com "se você não fizer isso.. então eu irei…”. Assim, você abre um contrato e isso dá margem para a criança negar a oferta.
Outro problema em ameaçar é que, se você fala que irá fazer algo, é obrigado a cumprir isso. A maioria das ameaças que tem como objetivo persuadir a criança a fazer o que foi pedido nos pune mais do que a elas.
6. Não puna - Algumas crianças aprendem através das punições, mas muitas se tornam ressentidas, irritadas e se sentem tratadas de forma desleal. Também, se usarmos a punição, nossos filhos podem simplesmente aprender como aguentá-las – e voltarem a fazer aquilo que tentamos evitar.
Mas se os pais deixarem de explicar, avisar, adular, subornar, ameaçar e punir, o que eles podem fazer? Uma estratégia simples, com três passos: peça, diga e aja.
7. Peça uma vez só - Os pais, simplesmente, devem pedir o que deve ser feito e observar a resposta do filho. Isso dará a eles uma informação importante. “Quando as crianças se negam a fazer o que foi pedido, eles usualmente expressam uma das três formas a seguir: tristeza, irritação ou distanciamento”.
8. Diga de maneira enérgica - “Vá até o seu filho – isso pode ser um pouco difícil para os pais, pois significa que eles terão que parar aquilo que estavam fazendo, levantar e ficar do lado da criança”. A presença próxima vale a pena. “Uma vez que aparecemos perto da criança, ela sabe que isso significa que ela terá que fazer o que foi pedido”.
A autora recomenda que os pais falem baixo – isso mostra que eles estão no controle tanto da própria voz quanto da criança – e que olhem seu filho nos olhos.
9. Aja - Se seu filho não respondeu a nenhuma das ações anteriores, você precisa fazer algo. A coisa mais efetiva que você pode fazer é usar a ‘distância emocional’ até que ele esteja pronto para fazer o que foi pedido. Pegue-o no colo ou pela mão e o leve para o quarto. Diga firmemente ‘você é bem-vindo para se juntar à família assim que estiver pronto para fazer o que pedi’, e deixe-o sozinho”, completa. Lembre-se: o seu filho tem o poder de se reunir à família ao fazer o que lhe foi pedido. (Site Ig)

10 dicas para renovar o quarto

Mudanças simples e baratas podem trazer um novo astral ao ambiente.
Conversamos com especialistas para saber como redecorar o quarto sem gastar muito. Confira:
1- Troque as cortinas por um modelo mais delicado. Voil é sempre uma boa escolha.
2- Os abajures também podem ganhar roupagens diferentes. Pinte a base de outra cor ou revista a cúpula com tecido ou use papel de parede.
3- Malas velhas empilhadas, caixotes de frutas, uma cadeira antiga ou aquela mesa de canto sem muita utilidade podem servir como um criativo criado-mudo.
4- Para quem deseja ter uma cabeceira diferenciada, a dica é usar uma faixa feita com papel de parede.
5- Na decoração, inove: pegue uma garrafa de vidro e coloque botões de rosa de plástico dentro dela. Em seguida, feche com uma rolha e faça um laço em volta com um tecido. O efeito é especial.
6- Canecas, xícaras, bowls de cristal e garrafas de refrigerante podem ser transformados em charmosos vasinhos.
7- Repagine os móveis dando novos usos ou cores. Laca e, cores vibrantes é uma boa alternativa.
8- Faça uma nova capa ou troque o estofado da poltrona. Aposte em tecidos de algodão, veludo, linho ou até mesmo seda. Combinar estampas, com parcimônia, também pode trazer um efeito surpreendente.
9- Aposte nas almofadas de diferentes tamanhos, cores e estampas.
10- Adesivos de vinil e papéis de parede ajudam a trazer mais cor ao ambiente. Pinturas especiais e texturizadas também são uma boa alternativa. (Site Ig)

ILUSÕES DO AMANHÃ




Poema de um aluno da APAE
ILUSÕES DO AMANHÃ
'Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim, que seja pra você..
Mas às vezes você parece me ignorar,
Sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer, eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.'
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulguem para prestigiá-lo. Se uma pessoa assim acredita tanto, porque as que se dizem normais não acreditam?
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE) Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional.. Excepcional é a sua sensibilidade!

Marcas de batom no banheiro...




Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora. No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram...
No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.

Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Moral da história: Há professores e há educadores...
Comunicar é sempre um desafio!
Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.
Por quê?
• Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade;
• Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência;
• Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença;
• Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade." (Colaboração de Sérgio da Ótica Cidade Nova)

16 maneiras de envelhecer com beleza

Algumas das dicas que Dayle Haddon oferece no seu livro "Beleza sem idade":
Um guia feminino para manter a beleza e o bem-estar por toda a vida" incluem:
1. Limpe a pele duas vezes por dia com produtos sem detergente, sabão e perfume (esses produtos irritam a pele seca), hidratando-a bem e realizando esfoliação uma ou duas vezes por semana.
2. Não demore mais que 15 minutos no chuveiro ou na banheira, utilizando água morna (a água quente retira os óleos naturais e proteínas que protegem a pele).
3.Para hidratar o cabelo, coloque algumas gotas de óleo de oliva ou de amêndoas e deixe durante algum tempo. Para as mãos e os pés, passe um creme emoliente e denso (encontrado nas farmácias, ou use algum gel derivado do petróleo), cobrindo-os com meias grossas e luvas de algodão durante algum tempo.
4. Evite a exposição à radiação solar, mesmo durante o inverno.
5. Beba de seis a oito copos de água por dia.
6. Pare de fazer dietas e comece a comer refeições nutritivas que oferecem benefícios a longo prazo. Dê preferência a produtos orgânicos frescos, coma regularmente, retire a gordura e escolha alimentos de todos os grupos alimentares.
7. Corte a cafeína (encontrada em bebidas, chocolates e algumas medicações para dor e sinusite) após 3 horas da tarde.
8. Pare de fumar.
9. Encontre maneiras divertidas de praticar exercícios, realizando-os três vezes por semana. Comece a caminhar com os amigos, ande de bicicleta, caiaque, ou faça qualquer coisa de que você goste e que a mantenha em movimento.
10. Durma bem, regularmente.
11. Tome um banho quente - fornecendo sangue do cérebro para a superfície da pele e relaxando os músculos. Além disso, é um momento no qual você pode organizar as suas idéias e sensações do dia.
12. Desligue a televisão e escute música.
13. Participe de programas voluntários. Ajudar a comunidade dá uma sensação de integração e bem-estar.
14. Medite, ore ou contemple.
15. Crie um grupo de amigas que estimulem umas às outras.
16. Continue aprendendo; entre no curso com o qual você sempre sonhou, volte à escola! Fonte: Associação Paulista de Medicina

A IMPORTÂNCIA DAS PRÁTICAS CORPORAIS




As práticas corporais auxiliam muito o trabalho no esporte e na atividade física, por lidar diretamente com as sensações do corpo humano. Cada indivíduo (atleta) tem uma necessidade diferente em relação à conduta utilizada para o alcance do estado ótimo de ativação ou relaxação, uma vez que as duas condutas interferem nos estados físicos e cada indivíduo reage de uma maneira diferente as diversas técnicas de relaxamento.
Quanto às técnicas de relaxamento utilizadas, são três:

1. Respiração educada: que é sob controle e consciente;

2. Imagens mentais: aonde é importante ter sempre a clareza de aonde se quer chegar, ou seja, qual o objetivo: de ativação ou de relaxação, sem esquecer de tomar cuidado com os instrumentos de complementação (ex: música), para não trazer lembranças negativas ao indivíduo;
• Habilidades específicas: (treinamento mental) aonde quanto mais específico e mais detalhado o movimento, maior a capacidade em desenvolver e praticar tal movimento e maior a facilidade em alcançar o estado ótimo de ativação. É o nível de detalhes que vai fazer com que o indivíduo domine seus movimentos e encontre facilidade em construir as imagens (de si mesmo ou do outro). O importante é visualizar e nomear o movimento.
• Relaxamento: busca proporcionar o estado ótimo de ativação por meio da ativação ou relaxação. Tem a função de proporcionar a sensação de bem estar do indivíduo, além de possibilitar que o indivíduo possa ter algo (através de imagens) que não poderia ter no momento. Antes de aplicar relaxamento com um grupo, é importante obter o histórico do mesmo para que possamos proporcionar a técnica de forma adequada.


3.Toques: é aconselhável que haja uma sensibilização corporal do indivíduo antes da troca de toques.
• Calatonia: (Sandor) é uma técnica de tocar os dedos dos pés com os dedos das mãos, buscando proporcionar o relaxamento e imagens decorrentes dos toques, através do contato com o corpo, além do desenvolvimento da percepção corporal;
• Michoux: é aconselhável em sessões específicas ou após treinamentos muito intensos;
• Shoultz e Jacobson: peso do corpo e contrastes por partes- relaxamento progressivo, aonde o indivíduo tem contato com as sensações do corpo e chega ao relaxamento.


Além da questão teórica, é super importante que a equipe multidisciplinar (Psicólogo, Nutricionista, Fisioterapeuta, Comissão Técnica...) vivencie anteriormente tais exercícios de técnicas de relaxamento progressivo e, por fim, troque informações a respeito dessas sensações.

A vivência e a troca contribuem no sentido de entendimento das diferentes reações e sensações do grupo. Lembrando que esse é um trabalho interventivo, podendo ser realizado apenas por profissionais com formação Psicologia. (Valéria Sapienza)

Aprenda a usar seu Subconsciente a seu favor!

Os 10 Conceitos do Dr. Joseph Murphy, publicados no seu livro “O Poder do Subconsciente”.
1 - Pense no bem, e o bem se seguirá! Pense no mal, e o mal se seguirá!
Você é aquilo que pensa, no decorrer de todos os seus dias!
2- O seu subconsciente, nunca discute com você se está correto ou não!
Ele apenas aceita o que, a sua mente consciente determinar!
3- Você sempre tem o poder de escolher o bom ou o mau!
Você pode escolher a cordialidade, ou preferir ser antipático!
Escolha saúde, felicidade, ser prestativo, alegre, cordial, e simpático que, todo o mundo lhe corresponderá!
4- A sua mente consciente, é a sentinela no portão! E, tem como principal função proteger subconsciente das impressões falsas!
Procure acreditar que, algo de bom vai acontecer, e está acontecendo agora mesmo, neste exato momento!
O seu maior poder, é a sua capacidade de escolha, por isso escolha tudo que lhe faça sentir bem!
5- As sugestões, e afirmações, dos outros não têm qualquer poder para prejudicá-lo!
O único poder, é a ação do seu próprio pensamento em relação a isso e como reagirá!
6- Tome cuidado com o que você diz!
Você terá que prestar contas, por cada palavra irresponsável!
Nunca diga “vou fracassar”; O seu subconsciente, não sabe identificar se isso é uma piada, ou realidade!
Ele simplesmente, faz com que todas essas coisas, se tornem verdades!
7- A sua mente não é voltada para o mal! E, nenhuma Força da Natureza o é!
Tudo depende de como, você usa os poderes da natureza!
8- Nunca diga que não pode fazer determinada coisa! Supere o seu medo, substituindo-o pela seguinte afirmação: “Posso fazer todas as coisas, através do poder da minha mente subconsciente!”
9- Você é o capitão da sua alma (subconsciente), é o senhor do seu destino!
Lembre-se: “você tem a capacidade de escolher! Escolha a felicidade!”
10- O que quer que a sua mente consciente acredite ser verdade,
o seu subconsciente aceitará, e fará com que se transforme em verdade mesmo!
Acredite nas bênçãos da vida!

Boa postura melhora "sensação de poder"

Costas retas e braços abertos trazem mais autoestima e, consequentemente, mais confiança
Novo estudo mostra que a maneira como nos sentamos e ficamos de pé pode afetar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos.
Pesquisadores da Kellogg School of Management at Northwestern University em Illinois constataram que universitários que assumiram uma postura mais “expansiva” – com os braços estendidos e uma perna casualmente cruzada sobre o joelho – tiveram melhor pontuação em variáveis que mediram a sensação de poder, o pensamento abstrato e a vontade de entrar em ação do que seus colegas que assumiram uma postura mais “constrita”, com as mãos posicionadas embaixo das coxas, ombros caídos e pés bem juntos.
Em três experimentos diferentes, a equipe de pesquisa demonstrou que a postura física mais expansiva – especificamente, em posições que “abrem” o corpo, ocupando o espaço – pode provocar maior sensação de poder em um indivíduo, fazendo com que ele se sinta em uma posição hierárquica superior – como se fosse o patrão, por exemplo.
Pesquisas anteriores demonstraram basicamente que existem diversas formas de fazer aumentar nossa sensação de poder”, disse Li Huang, que está se preparando para um doutorado na universidade e um dos autores do estudo.
“Basicamente, constatamos que a postura, e não o papel desempenhado por um indivíduo, é o fator que determina se o mesmo está pronto ou não para entrar em ação”, disse Huang.
Segundo dados do estudo, publicado na edição de janeiro da revista especializada Psychological Science, a vontade de agir e a habilidade de pensar de forma abstrata são critérios estabelecidos em pesquisas para calcular o poder.
O estudo
Entre 57 e 77 homens e mulheres participaram de cada um dos experimentos. Huang diz que, no geral, os resultados foram bastante semelhantes para os dois sexos.
Os participantes do estudo tiveram de assumir, aleatoriamente, a função de empregador ou empregado antes de participar de diversas atividades. Eles foram informados que deveriam dar ou seguir instruções nas posições de patrão ou empregado, respectivamente, ao mesmo tempo em que tentariam solucionar um problema. O impacto da função versus postura foi então calculado em uma série de outras atividades.
Em um dos experimentos, os participantes foram colocados em posturas expansivas e constritas, em seguida tiveram de completar fragmentos de sete palavras com a primeira palavra que tivessem em mente. Eles foram pontuados somente pelas palavras relacionadas ao poder. Aqueles que foram colocados em posturas expansivas antes do teste obtiveram pontuação mais alta.
Em outro experimento, os participantes tiveram de decidir entre tirar ou não uma carta em uma partida de blackjack e tiveram de identificar objetos parcialmente escondidos em gravuras fragmentadas. O ato de tirar uma carta foi pontuado como a vontade de agir. A identificação de objetos escondidos foi uma medida do pensamento abstrato. Nos dois casos, aqueles que assumiram uma postura expansiva obtiveram melhor pontuação.
Em um terceiro experimento, os participantes tiveram de se lembrar de uma ocasião na qual estavam em situação de controle ou de um incidente no qual estavam submetidos ao controle de alguém. Em seguida, eles tiveram de decidir se entrariam ou não em ação em três cenários diferentes - dentre eles, deixar o local de uma queda de avião em busca de ajuda ou juntar-se a um movimento para libertar alguém de uma encarceramento injusto. Embora as lembranças de situações de poder ou subordinação não tenham tido efeito significativo nas escolhas dos participantes, os pesquisadores constataram que aqueles que assumiram uma postura mais expansiva mais uma vez foram mais propensos a entrar em ação.
O estudo mostra que, tanto no caso de seres humanos como de animais, a expansividade corporal parece ser evolucionariamente inerente ao poder, tendo assim um forte efeito no comportamento.
Nossa tendência é pensar que o poder está baseado no papel de um indivíduo na sociedade ou em uma organização. O mais fascinante nestes resultados sobre a relação postura e poder em comparação à posição de poder de um indivíduo é que a postura tem um impacto muito maior sobre o poder psicológico”, disse Amy J.C. Cuddy, professora assistente da Harvard Business School.
Essa constatação e bem impactante”, complementou a professora, que também ministra um curso sobre poder psicológico, persuasão e influência na Harvard e também já realizou uma pesquisa sobre os efeitos da postura.
Sua pesquisa, citada no estudo, demonstrou que as posturas de poder alteram funções do sistema endócrino. Ela diz que os níveis de testosterona subiram tanto nos homens quanto nas mulheres, enquanto que o nível de cortisol (o hormônio do estresse) caiu depois que os participantes foram colocados em posturas “expansivas”.
Não estamos tentando criar machos alfa ou Gordon Gekkos”, disse Cuddy, referindo-se ao agressivo protagonista de filme Wall Street. “Ir a uma entrevista e tentar dominar a situação, ou deferir o tempo todo, não é uma atitude recomendável. Em situações como essa, o esperado é que o candidato mostre autoconfiança e entusiasmo”, ela explicou.
Com os dados do novo estudo em mãos, pode ser que gerentes frustrados com o cargo assumido ou pessoas em busca de emprego queiram melhorar a postura antes de se candidatar a um novo emprego nestes tempos de vacas magras.
Cuddy diz: “A postura é uma solução simples e elegante de aumentar a sensação de poder”. (Por Ellin Holohan)


A DOR QUE DÓI MAIS




Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer. (Martha Medeiros)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A obsessão pela beleza




Nada é mais natural e inevitável que envelhecer, todo mundo sabe. Mas as mulheres norte-americanas não querem saber. Em plena crise econômica, ainda gastam 60 bilhões de dólares anualmente para retardar os efeitos do envelhecimento. Até há pouco tempo, dizia-se que o Brasil também era um país apaixonado pela juventude, mas nunca chegamos perto dessa fogueira de vaidades na qual as americanas incendeiam seus dólares.
Como ainda não inventaram uma vacina contra o envelhecimento e a falta de graça, essas pobres meninas ricas gastam o que podem e o que não podem com as invenções oportunistas e ineficazes dos falsos curandeiros.
Médicos e "especialistas em beleza" ganham fortunas, a indústria do setor está entre as mais lucrativas do mundo e cada mulher que pisa no primeiro degrau acaba se tornando consumidora fanática de novos produtos e serviços. Essa perseguição da juventude e da beleza é uma corrida sem fim. E, acima de tudo, sem final feliz, porque o tempo - senhor de todas as coisas - fala mais alto que toda essa parafernália provisória.
Os psiquiatras dizem que gastar excessivamente com a aparência pode ser resultado da chamada "ansiedade social", transtorno que leva a pessoa a se sentir deslocada, apreensiva e infeliz antes e durante qualquer compromisso social. Mas parece que estão falando de outra coisa.
Chamem isso de vaidade, ansiedade ou autoengano, pouco importa, mas há mulheres (e um crescente número de homens) que já fizeram mais de uma lipoaspiração, implante de silicone ou cirurgia plástica. São milhares as que aumentam os seios, enquanto outras tratam de diminuir o que aumentaram. Outras tomam remédio para emagrecer. E milhões deixam de comer o que gostam e preferem passar fome, por medo do fracasso no casamento.
Mais que previsíveis, os resultados das pesquisas indicam que as maiores investidoras nessa luta contra o tempo são também as que apresentam índices mais baixos de conhecimento e cultura. Ou seja, quanto mais burra e alienada é a mulher, mais forte será a sua dedicação à irracionalidade.
É fácil entender essa correlação entre a incultura, a ambição estética e a luta contra o envelhecimento. Mulheres que pensam, trabalham, produzem e se destacam por seu conhecimento técnico, científico ou artístico vivem distantes dessa obsessão. A beleza que buscam nada tem a ver com rugas, estrias ou orelhas de abano.
Uma das mulheres mais lindas deste planetinha idiota - a escritora Marguerite Yourcenar - já chegara aos 80 anos quando foi fotografada em sua casa, nos Estados Unidos, por um profissional que não usava recursos técnicos como o Corel Draw, Fireworks, Photoshop e NeatImage para esconder imperfeições no rosto de suas modelos. A beleza dela vinha do seu saber.
Mas não é só a burrice que causa envelhecimento. Acreditem ou não, a frescura crônica, a angústia de viver no vazio, a depressão, o medo insensato de perder a beleza e mais uma variada coleção de neuroses são fatores que também pesam e fazem o corpo despencar.
Se olhassem para si mesmas por um minuto, enquanto correm para a mesa do cirurgião, essas meninas descobririam que podem ser bonitas, atraentes e sedutoras sem mastigar pílulas ou passar fome, sem cortar a pele ou endireitar o nariz. Afinal, ninguém sente saudade daquilo que nunca teve.
De qualquer modo, o autoconhecimento gera mais beleza que qualquer projeto de cirurgia ou tentativa de recriação no Photoshop. E já está provado que não causa celulite. (Tião Martins)

Próspero espírito novo




"Livra-nos do outro espírito, o de porco, dos dias de dor e escárnio, dias de matar e morrer"

O espírito de fim de ano é muito bonzinho, como é bonzinho o espírito genérico do que está preste a findar e ressurgir, o que mora aqui e acolá e vai brincando com o coração da gente.
Este tal espírito novo não se importa com o motorista que esbraveja no trânsito. Nem se importa demasiado com a chuva.
O referido é sentimental. O mesmo espírito, que já começa a dar beijos de adeus e boa vinda e alisar nossos cabelos, tem o cacoete de indultar pecadores. Vai subir uma ladeira, lamber um picolé, se deitar numa cama e assar um pernil magro.
Mesmo espírito vai abrir uma porta e fazer-nos crer, ainda, na lei cega e igualitária.
O espírito novo não tem bússola ou mira, atira para todo lado e, mais hora menos hora, acerta a gente. Acerta até gente que andou de cara amarrada ano inteiro e ainda cometeu deslizes veniais como o esquecimento e a antipatia. O espírito da novidade vaga por aí caçando gente triste, que já crê em pouco. Mesmíssimo e peregrino espírito que embala sonhos e impõe estranha aridez aos que se cansam ligeiro.
O espírito traquina não se faz de rogado e até conseguiu um noivo para a moça esquecida, cantando ainda uma canção com voz de amante desafinado.
Este tal espírito do novo nos põe em busca de um presente que não vem, ou pelo qual alguém sempre espera lívido de esperança. Faz-nos menos azedos, menos mal cheirosos. Livra-nos do outro espírito, o de porco, dos dias de dor e escárnio, dias de matar e morrer, de saltar sobre o branco e suja-lo de raiva.
O espírito novo é bem aventurado, uma graça neste mundo de pedra. Com o espírito novo tão solto é provável que possamos esquecer o grande roubo oficial e o tiro a esmo.
O espírito novo é surdo, cego e mudo, embora seus ouvidos a tudo ouçam, seus olhos a tudo vejam e sua voz seja uma canção de despertar - ou de adormecer, conforme queiram.
O espírito, o mesmo que mora em nós e no alto da montanha, é despojado, não tem bens, mas existe na ausência inteira, indiferente e solidário, capaz de enxugar as lágrimas e banir das bocas até blasfêmia.
O novo espírito, que se renova todo o tempo na eternidade do tempo, torna-nos mansos, pacientes e nem o caos, os dias suarentos ou a chuva descabida na geografia das cidades, fazem nele a ira. Governo não faz raiva, nem time, os juros, a escalada do crime, a moça fútil, nada faz rugir o bicho nosso, tão feroz nos dias afastados dos sonhos.
Com o espírito do novo por perto, brincando de esconde-esconde com as sensações da gente, tudo é perdoável, mesmo ofensa.
Estamos, vejamos pois, sob a tutela do que é nada e tudo pode. E até as dores se recolhem na rapidez do seu chegar.
'E ao tomar a gente o tal espírito pode ser asa ou túnica ou aura: vazio cheio. Indecifrável faz-nos celebrar mais uma vez a vida, brandir no vento uma arma em puro traço e almejar.
Bom mesmo é aproveitar a presença dele. E permitir, momentaneamente aliviados, o que temos sempre medo de nos permitir.
Ser feliz e sonhador - nem que seja pouquinho e rápido - é mais doce e construtivo do que um lapso de amargura. (Eduardo Lima)

Mais que perfeito




As maiores riquezas naturais do mundo ainda estão no Brasil, proclamam os patriotas exaltados. Mas até quando será assim, se boa parte delas já se foi e nunca mais voltou e o resto está indo embora cada vez mais depressa?
Nesta nossa democracia, os homens públicos federais assaltam o povo de três formas: elevam impostos, aumentam seus salários e metem a mão nos generosos cofres do governo, em concorrências decididas na véspera.
Temos os políticos mais caros, mais ricos e mais improdutivos do planeta. Se quiser mais informações, pergunte aos bancos suíços. Eles não vão responder, claro, mas admitem que nos últimos anos voltaram a crescer feito chuchu na cerca.
Quase tudo que sai daqui está lá, sob a proteção do sigilo bancário e longe dos olhos de curiosos como nós. Enquanto você trabalhava, os companheiros brincaram de esconde-esconde. E esconderam tudo. Pelo andar da carruagem e a pequena faxina que dona Dilma foi forçada a fazer, há o risco de que falte cofre na Suíça para guardar o dinheirinho dos nossos "estadistas".
Você é mesmo um sujeito generoso. Tanto que, em 2012, vai trabalhar 148 dias só para pagar impostos (o cálculo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
No mensalão, milhões de reais deslizaram para os bolsos dos deputados modelo flex. E nenhum foi preso ou devolveu um centavo, porque o processo dorme o sonho dos justos, nos escaninhos do Supremo. E ninguém sabe dizer quanto custou.
Aliás, por mero acaso, a maioria dos ministros do Supremo foi escolhida e nomeada pelo mesmo governo do mensalão. Só sabemos que custou caro e que pagamos a fatura.
Aqui, tudo é perfeição, coisa pra ninguém botar defeito. Os segredos ficam em casa, em família, até que um jornalista intrometido ponha a boca no mundo. Aí, o governo reabre a discussão sobre como cercar a imprensa.
A Esplanada dos Ministérios abriga um bando de gente da maior seriedade e elegância. São senhoras e senhores que só admitem brigar quando se trata de decidir quem leva a parte do leão. E você, que é manso cordeiro, nem precisa se preocupar, pois não faz parte da turma.
Mas não se atormente. Está tudo nas mãos de gente boa.
De Sarney a Tiririca, o Brasil é hoje uma péssima comédia, com os mesmos atores de sempre e um texto chato e repetitivo. Mas você tem o sagrado direito de escolher: pode rir ou pode chorar.
Na África e no Oriente Médio, o povão está vencendo o medo que sentia dos ditadores e indo às ruas, para exigir verdade, democracia, justiça e liberdade. Enquanto isso, usamos a nossa liberdade para eleger José Sarney e sua amada família.
Sempre se disse que o brasileiro não tem memória. Mas isso só vale para nós, da planície. No Planalto, ninguém esquece a senha que dá acesso aos cartões corporativos e aos depósitos na Suíça. E por falar em memória, que fim levou o fabuloso pré-sal, que antes das eleições presidenciais seria a salvação da pátria? Vai ver que o gato comeu. O gato come tudo.
Mas temos um motivo de orgulho: o Brasil é um crime perfeito, como não existe em lugar nenhum. Tão perfeito que os autores são sempre os mesmos: eles.
E as vítimas somos sempre nós. (Tião Martins)