Para estar chique vale misturar o caro com o barato. Exemplo: bolsa de grife com uma camiseta simples ou um suéter. Nada de conjuntos combinando.
Fuja de tudo que é exagerado e chamativo. Nada de cara de perua, nem brilhos e etiquetas. Quer ficar elegante? Garanta o bom gosto sem ostentar o preço. Vale peças criativas e acessíveis.
Por que pagar caro por uma produção que você mesma pode conseguir? Use sempre um detalhe provando que domina as tendências. É aí que está seu charme.
O segredo de um bom estilo é sentir-se bem dentro da roupa. Elas conhecem o próprio corpo, sabem o que lhes fica bem e o que combina com o seu modo de vida. Se você não se sente à vontade com um suéter muito decotado, saltos vertiginosos ou calças justas demais, vá mudar de roupa!
Quem ousaria pensar que o azul-marinho e o preto fosse uma combinação perfeita? Antes de Yves Saint Laurent, ninguém. Hoje, esta dupla destoante faz bonito em noites elegantes. É preciso saber tomar liberdades com as afirmações categóricas da moda.
Sempre se pergunte: “Se eu comprar essa roupa, será que vou ter vontade de vesti-la hoje à noite?” Se a resposta for “não”, “vou vestir em casa”, ou ainda “nunca se sabe, pode ser que numa festa”, é melhor se mandar rapidinho da loja.
Evite escutar as vendedoras, algumas delas estão apenas de olho na comissão.
Seguir as tendências é tudo o que a parisiense detesta, mas ela deve saber o que é in. O negócio é não entrar nas ondas de cabeça. Por exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende, ela não vai se vestir no estilo “fugi do zoológico”. Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que ela é uma mulher de estilo, não uma maria vai com as outras. Conhecer os limites da moda é uma arte!
De um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). Mesmo com um orçamento médio, há mil maneiras de compor um visual simpático. Afinal, não precisamos de muita coisa. É melhor ter poucos suéteres, paletós, mantôs, mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso saber eliminar. A mentalidade “isso eu guardo para quando for pintar a casa” também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial. Há várias instituições para isso, e muitas pessoas desfavorecidas. Uma coisa é certa: a melhor forma de começar bem o dia é abrir um armário com poucas peças, mas bem-organizado.
“Nada de usar tudo combinadinho!” é o grito de guerra da parisiense. Descombinar e não ser elementar é seu esporte preferido. Acrescentar dois ou três detalhes um pouquinho absurdos pode transformar uma produção, dando-lhe um ar ligeiramente maluco. É claro que misturar às vezes é arriscado. Um erro fashion pode acontecer, mas a parisiense sempre dá um jeito de transformar sua gafe em estilo. Ela também sabe que seguir regras de elegância com rigor não é uma boa ideia. Resista sempre ao estilo “moça arrumadinha”.
Estilo sem esforço
Às vezes é preciso pouco para se conseguir um verdadeiro estilo. Em inglês, chama-se isso de “effortless style”. Pré-requisito? Ter autoconfiança... e sorrir (tudo sempre fica melhor quando sorrimos)! Evidentemente, algumas dicas ajudam a ter estilo sem esforço... ou quase. Eis aqui 16 das minhas:
Jogar um sueterzinho de lã sobre o vestido de baile. Não há nada mais kitsch que estolas — please, sobretudo nada de estolas, nem as estrelas de Hollywood as usam mais nos tapetes vermelhos. Ou mesmo que os bolerinhos. Um vestido de paetê e um suéter de cashmere, isso é Paris!
Ir à H&M, mas comprar na seção masculina.
Misturar alta-costura e street culture: calça preta de alfaiataria impecável com camiseta de algodão fino (as mais jovens podem tentar o estampado). Para um visual chique e descontraído, é aposta certa!
Usar parka sobre um vestidinho de musselina.
Superpor duas echarpes. Funciona também com duas camisetas e mesmo dois cintos. Peças mais básicas usadas assim ganham importância.
Um maxiacessório sobre uma silhueta simplíssima. A parisiense sempre admirou Jackie Kennedy em seu período Onassis: calça branca, camiseta preta, sandálias... e enormes óculos escuros. É chique, é eficaz... dá para copiar imediatamente!
Casar seu jeans surrado com blusa de seda. Como calça de alfaiataria e camiseta, a mistura dá imediatamente consistência ao visual. Todo o restante deve permanecer ultrassóbrio. É preciso passar a ideia de que o elemento de luxo — a blusa de seda — foi incluído por acaso. Ter feito esforço visivelmente não é nada legal: todo mundo sabe que a parisiense compra um caminhão de revistas para ficar na moda, mas não quer que isso esteja na cara! (Ela até seria capaz de ir comprar este guia dizendo que é para dar de presente.)
Se estiver cansada das suas roupas, tingi-las de azul-marinho lhes dará vida nova (salvo se já forem azul-marinho, óbvio!).
Mandar trazer da Índia kurtas de todas as cores. Vista-as por baixo de um cardigã com um colar de pérolas, num verdadeiro “étnico- -chique”.
Usar paletós de montaria de veludo preto extremamente justos. O mesmo vale para paletós “de trabalho”.
Garimpar foulards masculinos vintage e usá-los com tudo.
Tudo que vem de uma loja de departamentos usado com joias antigas funciona.
Não hesitar em usar a camisa de seu filho de 12 anos com um sutiã push-up e aparente.
Cintar tudo com um cinturão masculino grande usado muito longo e com o excesso preso em um nó.
Usar meias (três quartos) de cashmere de todas as cores (cáqui, framboesa, turquesa).
Arregaçar negligentemente as mangas da camisa de algodão sobre o suéter: é chique, fácil e informal
(Internet)

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